Acervos

O ACERVO FOTOGRÁFICO
O acervo iconográfico do LISA reúne 24.500 imagens, entre slides, negativos, fotos em papel, placas de vidro e pranchas de desenho. Grande parte deste acervo corresponde a imagens de grupos indígenas do Brasil, organizadas por área cultural.
Destacam-se as coleções do início do século XX de Theodor Koch-Grünberg (entre os Bará, Piratapuia e Tukano); Walter Garbe (entre os Krenak); Herbert Baldus dos anos 1930 e 1940 (entre os Karajá, Tapirapé e Guarani M’bya); Harald Schultz, nos anos 1940 (entre os Karajá e Kaingang); Protássio Frikel, nos anos 1960 (entre os Kayapó-Xikrin e Suyá); fotografias da Expedição Othon H. Leonardos (entre os Bororo, Apinayé, Krahô, Kanela, Xerente) nos anos de 1930; a coleção de postais da Missão Salesiana (entre os Bororo), de 1935; e a coleção de slides de Kazadi wa Mukuna sobre etnomusicologia.

Uma parte substancial do acervo fotográfico é constituída pela coleção Lux Vidal, fruto de sua pesquisa entre os índios Kayapó-Xikrin do Pará (1969/92), além de imagens dos grupos Assurini do Tocantins, Parkatejê-Gavião, Parakanã e Suyá, totalizando 5.561 fotografias. O conjunto de registros sobre os Kayapó-Xikrin (de negativos, fotos em papel e slides) documenta amplamente o processo da pintura corporal, além de aspectos do cotidiano do grupo. A coleção de imagens produzidas pelo Centro de Trabalho Indigenista (CTI) de São Paulo também é parte importante deste acervo, contabilizando cerca de 12.500 negativos e slides. A coleção CTI compreende um vasto material sobre grupos Guarani M’bya, Kaiowá e Ñandeva, com os quais essa ONG realizou trabalho entre os anos de 1978 e 2005.

O acervo inclui fotografias de autoria de antropólogos do Departamento de Antropologia da Universidade de São Paulo, entre elas um importante acervo de imagens do grupo Xavante, produzidas por Aracy Lopes  (negativos, papel e slides somando 1.300 registros), e imagens da coleção de Manuela Carneiro da Cunha, abarcando aproximadamente 900 imagens (slides e fotos em papel), produzidas pela antropóloga em sua pesquisa entre os Krahô e da pesquisa de Mariano Carneiro da Cunha na África. Parte do acervo (fotos em papel) pode ser acessada remotamente no banco de dados do LISA. As imagens originais podem ser consultadas no local, mediante agendamento.

O ACERVO FÍLMICO
O acervo fílmico do LISA compreende 1.930 obras realizadas a partir de 1917, de cineastas nacionais e estrangeiros, entre eles documentários em sua grande maioria, mas também ficção, 115 filmes produzidos por professores e alunos, grande parte do Departamento de Antropologia da USP, além de gravações em vídeo de eventos organizados pelo mesmo Departamento (entre 1995 e 2000).

A coleção de filmes é composta de documentários brasileiros e estrangeiros, cobrindo os continentes europeu, sul-americano, norte-americano, asiático e africano. Destacam-se filmes etnográficos clássicos, como as obras de Jean Rouch, David McDougall, Trinh T. Minh-há, Gary Kildea, Margaret Mead e John Marshall. Há também filmes de ficção cujos temas dialogam com inquietações antropológicas. A coleção abarca temas como ecologia, identidade, moradia, parentesco, política, racismo, religião, ritual e violência.

O acervo tem crescido anualmente, em função das demandas dos trabalhos desenvolvidos pelos professores, alunos e pesquisadores do Departamento de Antropologia da USP. Tal crescimento resulta, em grande parte, das doações recebidas por cineastas e pesquisadores da USP.  As fichas catalográficas dos filmes podem ser consultadas remotamente no banco de dados e os filmes assistidos no LISA.

O ACERVO SONORO
O acervo sonoro do LISA soma cerca de 800 horas de registros contendo um conjunto relevante de documentos indígenas brasileiros: músicas, relatos históricos e míticos que abarcam o período dos anos de 1950 até os dias de hoje. Há também músicas folclóricas brasileiras e estrangeiras, especialmente do período de 1970 até fins do século XX. Os eventos (palestras e seminários) realizados no Departamento de Antropologia entre 1995 e o início do século XXI compõem igualmente esse acervo.

Dentre os documentos sonoros, destacam-se: Viaggi tra gli indi, de Ettore Biocca (povos Tukano, Tariano, Baniwa, Hupd’äh), 1966; Documentário Sonoro do Folclore Brasileiro, 1978/81; Coleção Instituição Cultural Itaú - Acervo Funarte da Música Brasileira, 1970/80; coleção The Music of Africa Series by Hugh Tracey, em diferentes países da África, 1960/80; e gravações de povos indígenas brasileiros: Bororo, Gavião do Pará, Guarani, Karajá, Kayapó-Xikrin, Kithaulu, Krikati, Mamaindê, Parakanã, Sarare, Suyá, Tiriyó, Wajãpi, Wayana, Xavante, Xetá, Yanomami,  Zo’é, 1970/90.

As gravações, em formato analógico e digital, encontram-se em mídias distintas: fitas de rolo magnético, fitas digitais (DAT), fitas K7, discos de vinil e CDs. A partir de 2013, as fitas de rolo e as fitas K7 foram digitalizadas no formato WAV e MP3, totalizando 625 horas de áudio digitalizado. Parte dos arquivos das fitas digitais (DAT) foram desmembrados em MP3.

Os documentos sonoros podem ser consultados no local, mediante agendamento.

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