VÍDEOS

Rose Satiko G. Hikiji e Jasper Chalcraft

Seguindo a moçambicana Lenna Bahule,  vemos como enfrenta as dificuldades de ser música, mulher e negra no Brasil e em Moçambique. O mundo artístico de São Paulo cobra sua africanidade, suas raízes. Já em Moçambique, Lenna é agora conhecida por seu sucesso no Brasil. De volta a sua terra natal, ela a redescobre com novos olhos. Lenna encontra uma inspiradora geração de músicos de Maputo, que envolve na produção de um grande show. Seja no palco, no sítio da avó ou em um projeto social na periferia de Maputo, vemos Lenna e os artivistas moçambicanos investigando a música tradicional e popular de seu país e descobrindo novas rotas. Navegando entre o ativismo e o palco, entre a África imaginada que o Brasil espera encontrar nela, e o cosmopolitismo brasileiro que São Paulo lhe imprime, Lenna descobre que suas raízes musicais eram ainda mais poderosas do que ela imaginava.

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Renato Albuquerque de Oliveira

Caos e tranquilidade. Material e espiritual. Felinto transcende estes universos ao propor, através da música, a introspecção pela beleza das frequências sonoras.
Neste filme, realizado por Renato Albuquerque de Oliveira como desdobramento de sua pesquisa de iniciação científica, orientada por Rose Satiko Gitirana Hikiji e produzido através do curso de extensão “Documentário de Criação”, ministrado por Carolina Caffe, vemos as ideias de Felinto a respeito de como a agência da música pode influenciar estados psíquicos e espirituais do ser humano, como forma de contraposição ao ritmo caótico de São Paulo. A música, como sugere esse performer, seria algo como um rio que flui em direção contrária ao rio que é o ethos da cidade onde vive, funcionando como uma ferramenta terapêutica contra a ansiedade gerada pelo modo de vida que aí se desenrola.

Shambuyi Wetu, Rose Satiko Hikiji, Jasper Chalcraft

Shambuyi Wetu, artista da República Democrática do Congo refugiado em São Paulo, constroi com suas performances narrativas sobre a experiência da diáspora e a situação do homme noir no mundo. O filme Tabuluja é uma criação colaborativa do artista com os antropólogos Rose Satiko Hikiji e Jasper Chalcraft, e integra a coleção Afro-Sampas, série de filmes sobre a experiência de músicos, dançarinos e artistas africanos residentes em São Paulo, desenvolvidos no projeto "Ser/Tornar-se africano no Brasil: Fazer musical e patrimônio cultural africano em São Paulo".

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Rose Satiko G. Hikiji e Jasper Chalcraft

O projeto Afro-Sampas promove o encontro entre músicos africanos residentes em São Paulo e músicos brasileiros. Neste episódio, Chico Saraiva recebe em seu apartamento em São Paulo Edoh Fiho e Sassou Espoir Ametoglo, do Togo, Yannick Delass e Shambuyi Wetu, da República Democrática do Congo. Deste primeiro encontro, nasce a música "Anitché Brasil África".

Rose Satiko G. Hikiji e Josep Juan Segarra

O país recebe o corpo do imigrante, não sua bagagem. Performance de Shambuyi Wetu no VII Forum Social Mundial das Migrações, 10 de julho de 2016, São Paulo.

Marcelo Schellini

Com Nassuradine Adamou.
Documentário ficcional que narra e entrelaça uma série de viagens de figuras históricas e contemporâneas em jornadas entre o Egito, Senegal e Brasil.

Rose Satiko G. Hikiji e Josep Juan Segarra

“Ele necessita preservar a sua vida”. A frase ecoa a tragédia de quem precisa procurar refúgio. Uma figura silenciosa no palco, coberta de coltan, celulares ensanguentados colados ao seu corpo; uma guerra distante, por refugiados tão próximos. 
Performance "Não à guerra do Congo", no 1º Festival do Dia Internacional do Refugiado, 19 de junho de 2016, São Paulo.

Rose Satiko G. Hikiji

A música moçambicana Lenna Bahule comenta sua trajetória, a relação com a música brasileira, as referências africanas e se apresenta com o Bahule Quartet no Museu da Imigração em São Paulo, cidade onde reside hoje. 

Ewelter Rocha

O ensaio “Era um corpo de mulher”, de Ewelter Rocha, consiste em uma experiência de escritura etnográfica audiovisual, tendo sido a sua forma concebida sob os auspícios dessa presunção. Nessa perspectiva, desenvolvemos uma narrativa em que sonoridades, imagens, textos e falas se entrecruzam na construção de uma montagem que favoreça imbricar no mesmo suporte a evocação de uma experiência etnográfica e a produção artística que representa seus protagonistas principais. Nesse caso, enfocando as esculturas de madeira e as peças de barro que retratam as beatas de Juazeiro do Norte – CE. O ensaio tem por base uma pesquisa de doze anos que desenvolvemos no sertão do Cariri cearense, região situada ao sul do Ceará. 

Rose Satiko G. Hikiji e Josep Juan Segarra

O performer Shambuyi Wetu poderia ter escrito (na inconsistência da consciência): "Brasil país da fome". Vivo num quarto pequeno e úmido, uma conquista real!
Caminho entre as bitucas do presídio, no silêncio escandaloso do inconsciente.
Cato as dores para processá-las e convertê-las em fumo.
Refugiado do perigo de não ser, me multiplico pelo mundo.
Vivo em São Congo, nem Paulo, nem Congo.
A construção civil? O meu ganha pão. Por quanto tempo?"

Nadja Marin e Justino Cinta Larga

A festa do MBEBE AKAEE, ou a Festa do Porcão, é a principal festa do Povo Cinta Larga. Os convidados de outras aldeias são convidados a dançar, cantar, beber a chicha de mandioca, se divertir e principalmente flechar o porco do mato. A festa foi realizada na Aldeia Roosevelt, em setembro de 2014.

Alexandrine Boudreault-Fournier, Rose Satiko Gitirana Hikiji e Sylvia Caiuby Novaes

Karoline é uma jovem que deseja uma vida mais excitante que seu cotidiano em uma central de telemarketing. Nas ruas de Cidade Tiradentes, o maior conjunto habitacional popular da América Latina, Karoline corre atrás do sonho de ser uma MC, neste lugar que é conhecido como uma Fábrica de Funk. O filme é uma etnoficção que aborda o universo do Funk, prática que envolve música, dança, tecnologia, moda, mercado, e que tem se tornado um dos principais fenômenos culturais da juventude no Brasil. 
Fabrik Funk é resultado de uma colaboração entre antropólogas da Universidade de São Paulo e da University of Victoria com moradores de Cidade Tiradentes, que atuam de diferentes maneiras na cena artística deste distrito. 
Gravado em junho e julho de 2014, em Cidade Tiradentes/SP, e editado entre São Paulo/Brasil e Victoria/Canadá, em 2014 e 2015, o filme contou com apoio da FAPESP e da UVIC.

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Sous-titre en français

Andréa Barbosa e Fernanda Matos

Pimentas nos olhos é um filme em que fotografia, memória, experiência e música se entrelaçam para contar um pouco do viver cotidiano em um bairro “periférico” da região metropolitana de São Paulo, o Bairro dos Pimentas em Guarulhos.
Wolf, Ohuaz, Thais e Fábio narram sua relação com o bairro, suas histórias e sonhos. Suas narrativas dialogam com muitas paisagens que vão se formando a partir das fotografias que outros tantos moradores realizaram ao longo de suas vidas e nas oficinas fotográficas Pimentas nos Olhos não é refresco realizadas desde 2008 pelo VISURB - Grupo de pesquisas Visuais e Urbanas da UNIFESP.

Alexandrine Boudreault-Fournier & Rose Satiko Gitirana Hikiji

Águias são animais de rapina muito peculiares. Estão sempre de olho em novas oportunidades. Têm visão apurada que lhes permite identificar um alvo enquanto estão voando. The Eagle é Miguel Aguila. The Eagle é um cubano expatriado, um pária, que viva atualmente em Victoria, British Columbia, no Canadá. Este curta-metragem é sobre a vida inacreditável de Miguel: o sequestro de um trem em Cuba, o tráfico de carros nos Estados Unidos, a experiência como chefe em cruzeiros marítimos e o trabalho duro na indústria petroleira no Canadá. Acima de tudo, The Eagle é um pedaço engraçado e emocionante da vida de um cubano que agora enfrenta o maior desafio de sua vida: uma luta contra o câncer.

Aristóteles Barcelos Neto

Os povos dos Andes Centrais e Meridionais mantêm uma antiga tradição de cultuar Nossa Senhora do Carmo com uma série de danças rituais de personagens mascarados, a qual é entendida como o modo devocional favorito dessa divindade. Esse filme etnográfico apresenta a experiência ritual vivida no vilarejo de Paucartambo, porta de entrada da antiga região incaica do Antisuyu, onde dezenove grupos de danças produzem a cada mês de julho um momento de síntese sociocosmológica a partir da convergência de imagens sobre a ancestralidade, a opressão colonial, a escravidão e as trocas entre habitantes de diferentes pisos ecológicos.

Versión original en español
Legendas em português para surdos
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