CULTURA AFRO-BRASILEIRA
NB-NECAAB-00002
Presença Africana
Intérpretes do Brasil traz uma série de quinze entrevistas com intelectuais brasileiros sobre a cultura, a religião e os diferentes grupos sociais de nosso país. Nessa edição, Carlos Serrano fala da sofisticada organização social e administrativa dos povos africanos que, com o tráfico negreiro, vieram para o Brasil. Identifica também as raízes que até hoje estão muito presentes na cultura brasileira.
MAREJANTE
"Marejante" propõe um caminho com referências do Sertão até o Mar e se configura como uma homenagem à cultura musical nordestina tão presente na formação da cultura musical do sudeste. Ao pesquisar os batuques (formadores do samba em São Paulo) cantados pelos escravos no século XIX em uma fazenda de café em Campinas, interior do Estado, foram encontrados registros de letras que ainda hoje são cantadas nos sambas de roda do Recôncavo baiano e em rodas de Capoeira em vários estados do nordeste. O argumento parte deste elo musical entre os dois estados e do desejo de compreendermos o quão negros somos e o quão nordestinos somos! O roteiro é composto por músicas de compositores nordestinos ou que possuam temas que se aproximem da tradição do nordeste, e também de canções inéditas de integrantes do Cupizeiro compostas para este show. O resultado é um trabalho que tem como base o samba, mas que também apresenta em seu repertório canções e baiões, ilustrando um ambiente musical diversificado.
OLHARES NÔMADES: FOTOGRAFIAS DE PIERRE VERGER
Pierre Verger chega a Salvador em 1946, onde ficará durante três anos até sua volta para a África. As fotografias feitas durante este período foram editada para apresentar o Brasil descoberto pelo artista na ocasião. Os temas abordados em suas fotografias tratam de diversos aspectos da cultura popular nordestina, como: portos, feiras, ambulantes, capoeira, samba, carnaval, blocos afro, trabalhadores do campo, circo, frevo, cultos afro-brasileiros.
BAILE PARA MATAR SAUDADES
Em Campinas, interior de São Paulo, mulheres e homens negros, com idades entre 70 e 90 anos, são ativos no movimento cultural negro da cidade, essencialmente dedicado à recriação de repertórios musicais afro-brasileiros considerados tradicionais. Embora sejam tomados como mestres nas comunidades musicais atuais, suas memórias de mocidade não remetem diretamente a jongos, sambas de bumbo ou maracatus, mas a bailes de gala. Na conjuntura marcada pela segregação dos anos 40 a 60, no interior de São Paulo, esses bailes, frequentados majoritariamente por negros, são revisitados, evidenciando-se sua importância para a formação de uma comunidade negra iniciada no passado e continuada no presente.
PASSADOS PRESENTES, MEMÓRIA NEGRA NO SUL FLUMINENSE
Tendo por base a tradição oral de descendentes de escravizados nos antigos domínios da família Souza Breves (no sul do estado do Rio de Janeiro - Bracuí e Pinheiral) e documentos históricos que remetem às últimas décadas da escravidão no Brasil, o filme aborda como esta tradição, ao lado do jongo, se constituiu em um patrimônio familiar e cultural que se transformou em traço identitário, servindo de apoio a lutas políticas mais amplas contra o racismo e pela garantia da posse de terras coletivas. Os realizados do documentário destacam que a produção se destina também a finalidades didáticas, no âmbito das Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação das Relações Étnico-Raciais e para o Ensino de História e Cultura Afro-brasileira e Africana.
VERSOS E CACETES. O JOGO DO PAU NA CULTURA AFRO-FLUMINENSE
O filme aborda o jogo de pau na cultura afro-fluminense e no Vale do Paraíba, sendo esta uma tradição praticada por descendentes de escravos que trabalhavam em cafezais da região no século XIX. Nas festas de calango, em que cantadores acompanhados por sanfona, tambores e pandeiros faziam versos desafiadores, alguns conflitos entre os moradores locais terminavam em enfrentamentos com rasteiras e golpes de cacete. O jogo de pau também era recorrente em brincadeiras amistosas e esta tradição pode estar relacionada com a história da capoeira.
JONGOS, CALANGOS AND FOLIAS: BLACK MUSIC, MEMORY AND POETRY
O filme consiste em um documentário historiográfico em que jongos, calangos e folias, manifestações musicais e poéticas que afirmam identidades negras, são apresentados como patrimônios culturais e formas de luta no combate às desigualdades raciais. Destaca-se o papel da poesia negra em todas as três manifestações e sua importância na legitimação política das comunidades remanescentes de quilombos do estado do Rio de Janeiro.
JONGOS, CALANGOS E FOLIAS: MÚSICA NEGRA, MEMÓRIA E POESIA
O filme consiste em um documentário historiográfico em que jongos, calangos e folias, manifestações musicais e poéticas que afirmam identidades negras, são apresentados como patrimônios culturais e formas de luta no combate às desigualdades raciais. Destaca-se o papel da poesia negra em todas as três manifestações e sua importância na legitimação política das comunidades remanescentes de quilombos do estado do Rio de Janeiro.
