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Afro-Sampas, filme produzido no LISA e dirigido por Rose Satiko e Jasper Chalcraft, está em festival em Palermo, Itália.

Mais informações em: https://m.facebook.com/story.php?story_fbid=pfbid02VXG1geKeDRAcpg3RkyXnN9aaGx477wyqezBKrqBxoN14JxfQrxg9ZhjSwUoG9Gv1l&id=100054373966669

 

O CINUSP recebe uma mostra de filmes do LISA-USP na Semana de Arte e Cultura da USP. Acompanhe a programação nos dias 28, 29 e 30 de setembro no site do CINUSP (http://www.usp.br/cinusp/) . 

 

Sessões do dia 28 contarão com a presença de Renato Albuquerque, diretor de Eu sou. Já as sessões do dia 29 terão Marta Tipuici, diretora de Tecendo nossos caminhos e Ãjãi, e André Lopes Neves, diretor de Ãjãi. Por fim, no dia 30, estarão presentes Rose Satiko Hikiji, diretora de Tabulujá e Woya Hayi Mawe, e André Lopes Neves, diretor de New York, just another city.

 

O filme Afrosampas, de Rose Satiko Gitirana Hikiji e Jasper Chalcraft, e realizado pelo LISA ficou em 3º lugar na categoria Filme Etnográfico - Média Metragem. Em Afrosampas observamos o que pode acontecer quando músicos dos dois lados do Atlântico são colocados em contato na cidade onde vivem. Yannick Delass (RDC), Edoh Fiho (Togo), Lenna Bahule (Moçambique) e os brasileiros Ari Colares, Chico Saraiva e Meno del Picchia aceitam nosso convite para um primeiro encontro no qual experimentam sonoridades, memórias e criatividades.

Além disso, o filme Carlos Caps Drag Race e o curta Cybershota, de Mihai Andrei Leaha, receberam o 1º lugar e 2º lugar, respectivamente, nas categorias Filme Etnográfico - Média Metragem e Filme Etnográfico - Curta Metragem. Ambas as obras também receberam apoio do LISA. Em Carlos Caps Drag Race, três drag queens brasileiras se preparam para uma Drag Race em São Paulo. Enquanto se arrumam para o show, Satine, Di Vina Kaskaria e Gabeeh Brasil compartilham sobre como as experiências e lutas vividas no processo de elaboração das suas drags as transformaram em multi-artistas. Já em Cybershota, Nubia é uma clubber e fotógrafa da cena independente de música eletrônica em São Paulo. Andando pelo centro da cidade de São Paulo, durante o evento SP na Rua, ela fotografa enquanto dança e interage com amigos e performers.

Por fim, também gostaríamos de parabenizar Paula Bessa Braz e Mihai Andrei Leaha pelo 2º lugar na categoria Filme Etnográfico - Longa Metragem com a obra Canto de Família, também apoiada pelo LISA. Nesse filme, uma família decide abrir uma escola de música erudita na sua própria casa: Bento, Lane, e seus seis filhos - Axel, Maíra, Cecília, Mírian, Victória e Bruno - montam o Projeto Acordes Mágicos. Os irmãos Cruz, então, se organizam para dar aulas e ensinar às outras crianças do bairro aquilo que amam.

O documentário “Tecendo nossos caminhos”, curta-metragem finalizado no LISA-USP em 2019, ganhou menção honrosa no GIEFF 2022, tradução de “Festival Internacional do Filme Etnográfico da Alemanha”, que aconteceu na cidade alemã de Göttingen. O filme é dirigido pelos pesquisadores Marta Tipuici Manoki, mestranda do programa de pós-graduação em antropologia social da USP, e produzido por André Lopes, doutorando do mesmo programa, ambos sob a orientação do professor Renato Sztutman. Os dois pesquisadores da área de antropologia visual e etnologia indígena têm uma longa colaboração e já trabalharam em outros documentários produzidos pelo Coletivo Ijã Mytyli de Cinema Manoki e Mỹky, formado por jovens realizadores dos dois povos, e do qual fazem parte. 

O filme aborda a relação dos jovens Manoki com seu idioma indígena, que pertence a uma família linguística isolada. Atualmente apenas quatro anciões falam o seu idioma, um risco iminente de perderem essa importante dimensão de seus modos de existência. Decididos a retomarem sua língua com os mais velhos, Marta Tipuici, Cledson Kanunxi e Jackson Xinunxi, os três diretores do filme, decidem narrar em imagens e palavras seus desafios e desejos. A partir da analogia com a fragilidade do algodão que vira fio forte para suportar o peso na rede, a protagonista Marta Tipuici narra a resistência de seu povo, sua relação com a avó (que faleceu pouco tempo depois de ver o filme finalizado) e a esperança de voltarem a falar sua língua nas novas gerações. O filme foi resultado das oficinas de vídeo que André tem oferecido nos últimos anos nas aldeias manoki.

O filme foi finalizado em 2019 no LISA com o apoio do editor Ricardo Dionisio e, mesmo sem recursos externos para a realização da produção, o curta-metragem obteve reconhecimento em algumas instâncias: venceu o prêmio Eduardo Coutinho de melhor documentário nacional (festival de cinema de Alvorada – RS) e foi selecionado para diversos festivais de cinema nos Estados Unidos, Canadá, Rússia, Suíça, Chile e Alemanha, onde recebeu o último prêmio. 

Além da participação presencial de André Lopes e Typju Mỹky (integrante do mesmo coletivo de cinema indígena que representou sua prima Tipuici no evento), o festival alemão também contou com a participação presencial de outros dois pesquisadores do PPGAS-USP, o pós-doutorando Mihai Andrei Leaha e a doutoranda Paula Bessa Braz. Eles também apresentaram e discutiram seu filme etnográfico, realizado com o apoio do LISA: Canto de Família, finalizado em 2020. Paula e Mihai discutiram, ainda, os engajamentos colaborativos no processo de produção de um segundo filme, Drags In Da House, a ser lançado este ano, também com o apoio do LISA. Suas falas, "Filming (in) Times of Crisis: Reflecting upon visual politics and collaboration against controlling images in Brazil", de Paula Bessa Braz, e "Collaborative Engagements with the DIY Electronic Music Scene of São Paulo", de Mihai Andrei Leaha, foram apresentadas no simpósio Collaboration and Authorial Diversity in Film, evento que integrou a programação do Festival de Filmes Etnográficos de Gottingen. Nesse simpósio, Typjiu Myky e André Lopes também contribuíram com a fala "Collaborative Films in Indigenous Terms". Em seguida, os quatro pesquisadores apresentaram duas conferências também sobre antropologia colaborativa no Humboldt Forum, na cidade de Berlim. 


Os filmes citados podem ser assistidos no próprio site do LISA ou em seu canal no Vimeo. Para conhecer mais as produções do Coletivo Ijã Mytyli de Cinema Manoki e Myky, acessar o site: www.ijamytyli.org 

Está no ar o sétimo volume da GIS - Gesto, Imagem e Som - Revista de Antropologia da Universidade de São Paulo. 
 
Convidamos para que acesse o site da GIS e conheça os artigos, ensaios, resenha, tradução e entrevista publicados neste volume, disponível em: https://www.revistas.usp.br/gis/issue/view/12129. Além disso, o volume 7 traz uma homenagem à Patrícia Monte-Mór, que nos deixou no início de 2022.
Boa leitura!

O LISA divulga o Prêmio Pierre Verger, promovido pela Associação Brasileira de Antropologia (ABA), que é o principal festival competitivo de obras fílmicas, fotográficas e gráficas produzidas no âmbito de pesquisas antropológicas na América Latina. Através destas linguagens artísticas e políticas de difusão do conhecimento, suas mostras exploram, registram, expressam e interpelam diferentes contextos e experiências socioculturais.

A mostra do prêmio contemplará diferentes filmes etnográficos, desenhos e ensaios fotográficos, que estarão disponíveis no site do dia 22 de agosto ao dia 3 de setembro.

Confira mais em: https://www.ppv2022.abant.org.br/site/capa

Convidamos para submeter seu trabalho para o volume 8 (ano 2023) da Revista Gesto, Imagem e Som - Revista de Antropologia (GIS).
Para tanto faça sua submissão até 30/08/2022.

Confira as regras de submissão em: https://www.revistas.usp.br/gis/about/submissions

Após esta data, você também poderá submeter o seu trabalho que, se aprovado, será publicado no volume 9, ano 2024.

Afro-Sampas, filme produzido no LISA e co-dirigido por Jasper Chalcraft e Rose Satiko Gitirana Hikiji, foi selecionado para a mostra de filmes da Associação Portuguesa de Antropologia. O filme pode ser visto em https://lisa.fflch.usp.br/afrosampas

Mais informações sobre o projeto no site http://www.usp.br/afrosampas

Site da mostra de filmes: https://apa2022.apantropologia.org/chamada-filmes/