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O  Laboratório de Imagem e Som em Antropologia - LISA - promoveu entre os dias 04 e 07 de fevereiro de 2025, a oficina “Fotografar e Ver”. Ministrada por pesquisadores do Grupo de Antropologia Visual da Universidade de São Paulo (GRAVI-USP): Kelwin Marques, mestrando em Antropologia Social pela USP; Laila Kontic, mestra em Antropologia Social pela USP; Kelly Koide, pós-doutoranda pelo Departamento de Antropologia da USP.

Os encontros, realizados presencialmente, buscaram apresentar conceitos técnicos acerca de uma câmera fotográfica e sua operação manual, exercícios práticos, discussões acerca da fotografia e a antropologia visual, além de uma visita  à exposição “Trajetórias Cruzadas: Claudia Andujar, Lux Vidal e Maureen Bisilliat”, sediada no Centro MariaAntonia da Universidade de São Paulo. A oficina fez parte do conjunto de atividades da exposição “Trajetórias Cruzadas”,…

nucleo

O Laboratório de Imagem e Som em Antropologia da Universidade de São Paulo (LISA-USP) reconhece a importância das atividades desenvolvidas pelo Núcleo de Extensão e Cultura em Artes Afro-Brasileiras da USP (NECAAB - Resolução DOE 31/10/2007), que promove ações de pesquisa, ensino, cultura e extensão há 28 anos na USP e enriquece a formação universitária por meio do patrimônio cultural afro-brasileiro. Suas atividades apresentam uma proposta curricular inovadora para a universidade, que deve ser valorizada e potencializada por meio do diálogo com os integrantes do NECAAB e com a comunidade universitária como um todo. Para tanto, a continuidade de suas atividades e de seu espaço é fundamental.

Diante da imposição de uma reforma do barracão sede do Núcleo de Artes Afro-Brasileiras, localizado no Bloco 28, por parte da Escola Politécnica da USP, para ocupação parcial do barracão por esta instituição…

ensaio evandro

Evandro Lima, mestrando do Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social da Universidade de São Paulo (PPGAS-USP) e ex-bolsista do Laboratório de Imagem e Som em Antropologia (LISA-USP), foi contemplado em 2024 com o Prêmio Transatlântico de Fotografia 2024. A premiação consistiu em uma viagem e atividades na Escola LetteVerein, em Berlim. O ensaio fotográfico premiado foi realizado durante a Iª Festa dos Nordestinos do Jardim Record, uma ação do coletivo Árido 2 de Julho, realizada em Taboão da Serra, região metropolitana de São Paulo.

Para Evandro, a premiação representa a validação de seu trabalho. Filho de pais nordestinos, ele considera que as imagens produzidas durante o evento, além de contribuírem para sua formação como antropólogo, também ajudam a preservar a imagem e a cultura das populações imigrantes. Durante sua…

Está no ar o nono volume da GIS - Gesto, Imagem e Som - Revista de Antropologia da Universidade de São Paulo.

Convidamos para que acesse o site da GIS e conheça os artigos, ensaios, resenha, tradução e entrevista publicados neste volume, disponível em: https://www.revistas.usp.br/gis/issue/view/13258.

Boa leitura!

Website: www.revistas.usp.br/gis

A Folha de São Paulo destacou a exposição "Trajetórias Cruzadas", que reúne, pela primeira vez, os registros das fotógrafas Maureen Bisilliat, Claudia Andujar e Lux Vidal sobre os povos indígenas brasileiros.

Essas três estrangeiras chegaram ao Brasil nos anos 1950 e, em plena ditadura, dedicaram suas lentes e pesquisas a retratar culturas indígenas ignoradas pelo governo. Bisilliat, que fotografou o Xingu a convite de indigenistas, resume sua abordagem: “Meu talento era entrar sem perturbar e ser aceita. Se fui boa na fotografia, é porque soube entrar no novo sem ser percebida”.

Já na matéria da BBC o destaque é para Claudia Andujar, a matéria cita tanto a exposição “Trajetórias Cruzadas”, quanto a “Claudia Andujar - Minha vida em dois mundos”, exposta na Pinacoteca de São Paulo.

"São poliglotas, nunca perderam o sotaque, mas não possuem exatamente uma língua materna. Elas vivenciam a Segunda Guerra Mundial, e então se mudam para os Estados Unidos."…

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O caminho do Alabê – Ritmos dos orixás e a música brasileira”, ministrado por Vitor da Trindade e Elis Trindade

Aconteceu este semestre a segunda edição do curso de cultura e extensão universitária intitulado O caminho do Alabê – Ritmos dos orixás e a música brasileira, promovido e realizado no Laboratório de Som e Imagem em Antropologia (LISA) e no Teatro Popular Solano Trindade (TPST), com apoio do Departamento de Antropologia da USP. O curso foi coordenado por Rose Satiko Gitirana Hikiji, professora do Departamento de Antropologia da USP (DA-USP) e coordenadora do LISA, e  ministrado por Vitor Israel Trindade de Souza, músico, mestre em etnomusicologia pela Escola de Comunicações e Artes (ECA) da USP, presidente e diretor artístico do Teatro Popular Solano Trindade, e por Elis Sibere dos Santos Monte Trindade de Souza, professora de dança afro-brasileira, coreógrafa e coordenadora cultural do Teatro Popular Solano Trindade.

As atividades aconteceram…

Tese premiada acompanha o cinema dos povos indígenas Manoki e Myky

Antropólogo que oferece oficinas audiovisuais em aldeias no Mato Grosso analisou filmes sobre temas como jogos e rituais tradicionais e as relações entre humanos e não humanos

Por meio da linguagem audiovisual, os povos indígenas Manoki e Myky encontraram uma forma de compartilhar suas práticas e histórias. O engajamento dos jovens com o audiovisual levou à reativação de tradições desses povos, que vivem no Mato Grosso, à criação de um coletivo de cinema e à produção de alguns filmes premiados. Foi a partir do contato e relação do pesquisador André Lopes com esse processo que nasceu a tese de doutorado Ijã Mytyli: Os Manoki e os Mỹky em seus novos caminhos-histórias audiovisuais, vencedora do Prêmio Tese Destaque USP 2024 na categoria Inovação.

Formado em Ciências Sociais, André Lopes trabalha desde 2008 com os Manoki no estado do Mato Grosso e, desde 2009, auxilia no processo de filmagem e…

quadro com fotos da noticia

É com grande satisfação que comunicamos que a tese de doutorado “Ijã Mytyli: Os Manoki e os Mỹky em seus novos caminhos-histórias audiovisuais” do pesquisador André Luís Lopes Neves, sob orientação do professor Renato Sztutman, recebeu o Prêmio Tese Destaque USP na área de conhecimento de Inovação.

André defendeu em 2023 a tese de doutorado em Antropologia Social na Universidade de São Paulo (USP) e, desde 2008, pesquisa e trabalha com os povos Manoki e Mỹky, no Estado do Mato Grosso. Além disso, desde 2011, vem realizando oficinas audiovisuais com outras cinco populações indígenas do Brasil, com atividades que envolvem produção, filmagem, edição e direção de vídeos de forma compartilhada. 

Durante a pesquisa de doutorado, André produziu dois longas-metragens e cinco curtas-metragens co-dirigidos por indígenas, que integram a sua tese. Além de método, o uso de recursos audiovisuais foi uma forma de mediação do estudo…

Exposição conecta as trajetórias de Claudia Andujar, Lux Vidal e Maureen Bisilliat

Hoje nonagenárias, elas se radicaram no Brasil na década de 1950 e produziram vasto acervo fotográfico sobre a temática indígena

Em 2015, a antropóloga Sylvia Caiuby Novaes saía do cinema quando uma cena lhe chamou a atenção. Ela viu as fotógrafas Claudia Andujar e Maureen Bisilliat e a antropóloga Lux Vidal caminhando juntas pela rua Augusta, em São Paulo, com os braços entrelaçados. “Essa imagem me inspirou a investigar quais eram as afinidades entre aquelas três mulheres”, lembra Caiuby Novaes, professora do Departamento de Antropologia da Universidade de São Paulo (USP).

A ideia originou o projeto de pesquisa “Fotografias e trajetórias: Claudia Andujar, Lux Vidal e Maureen Bisilliat”, coordenado por Caiuby Novaes, com apoio da FAPESP, entre 2019 e 2022, que se desdobrou em um site e mais recentemente na…

Dirigido por Aurélio Prates e Kelwin Marques, o curta é o primeiro exercício de montagem a partir de imagens realizadas em São Paulo e Recife. Nos cortejos reais das Nações de Maracatu, em meados do século XX, a figura da Baiana passa a ser ocupada por travestis, frangos, e outros corpos para os quais a feminilidade não estava pressuposta. O filme busca apresentar a relação das Baianas Ricas do maracatu com suas ancestralidades, que pode se dar tanto a partir da memória das baianas mais velhas, quanto a partir do contato com femininos mais que humanos como as Yabás, as Mestras de Jurema, Pombagiras, etc.

Kelwin é mestrando em Antropologia Social na Universidade de São Paulo (USP), supervisionado pela professora Sylvia Caiuby Novaes, e pesquisador do Grupo de Antropologia Visual (GRAVI). Possui experiência na área de…