MATO GROSSO
BA-BAKAIRI-0001
AW-AWETI-0003
AW-AWETI-0002
AW-AWETI-0001
VENDE-SE PEQUI
O povo indígena Manoki vive no noroeste de Mato Grosso e uma de suas atividades produtivas é a venda de pequi na estrada que passa por sua terra. Durante uma oficina de vídeo, jovens decidem mostrar para o mundo de fora um pouco de suas aldeias e do processo de coleta e venda desse fruto. Instigados pela possibilidade de filmarem e serem os próprios protagonistas, eles saem à procura dos velhos numa tentativa de descobrir se existe algum mito sobre o pequi. A elaboração desse filme foi um processo inteiramente compartilhado entre realizadores indígenas e não-indígena: desde a concepção e filmagem, até a edição e finalização. Todas as imagens do filme foram realizadas pelos próprios cinegrafistas manoki.
O MESTRE E O DIVINO
Desde 1957, o padre alemão Adalbert Heide radicou-se na comunidade xavante de Sangradouro (MT), filmando suas festas e costumes. Um de seus assistentes, o xavante Divino, torna-se cineasta e passa a retratar a comunidade a partir de outro ponto de vista. O documentário alinha semelhanças e contrastes entre os dois amigos.O mestre e o divino, de Tiago Campos, coloca em paralelo não só dois personagens como duas visões de mundo sobre os indígenas – traduzindo o grande objetivo do projeto da ONG Vídeo nas Aldeias, do qual faz parte, que nestes 30 anos gerou cerca de 70 filmes. De um lado, está o padre alemão Adalbert Heide, salesiano que há quase 60 anos veio para o Mato Grosso, para missão religiosa em Sangradouro. Nestas quase seis décadas, catequizou e alfabetizou xavantes, aprendeu sua língua, organizou projetos agrários e, principalmente, filmou em super-8 suas festas, costumes e a natureza ao redor. Sua integração entre eles valeu-lhe um nome xavante, Tsa Amri (que quer dizer “monte alto”). De outro lado, está Divino Tserewahu, cineasta xavante, que realiza filmes desde os anos 1990. Educado no extinto internato dos salesianos, Divino aproximou-se do cinema por meio de Adalbert, de quem era assistente nas projeções realizadas pelo padre – mostrando não só filmes locais como atrações internacionais, como o faroeste alemão Winnetou (A lei dos apaches), de 1963, que retrata a amizade entre um caubói germânico e um apache (e que, nas sessões, recebia tradução simultânea do próprio Heide).
COR-AGE
Em referência ao dia 25 de julho, Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha, um grupo discute o que é ser mulher negra na sociedade contemporânea, contando episódios de suas trajetórias de vida relacionadas ao processo de construção desta identidade.
Esse filme está no mesmo disco do DVD de código 1780 - 1784.
PI’ÕNHITSI, MULHERES XAVANTES SEM NOME
Desde 2002, Divino Tserewahú tenta produzir um filme sobre o ritual de iniciação feminino que deixou de ser praticado entre os Xavante. A exceção a esta regra era a aldeia de Sangradouro que, ainda assim, não realizava a festa desde 1995. Após algumas tentativas frustradas de filmagem da festa, o filme apresenta as reflexões de jovens e velhos sobre as dificuldades e resistência de realização do ritual.
CURVA ELAN DIAS
Estória passada em Curvelândia sobre um rapaz milagroso, chamado Elan, cuja morte, ocorrida numa curva, inspira a origem fictícia, segundo a diretora, do nome da cidade Curvelândia (MT). O filme integra a série Revelando os Brasis (ano 4) do programa Imaginário.
