PAISAGEM MUSICAL
“Paisagem Musical nas ruas do centro de São Paulo” é um documentário que aborda a experiência sonora da cidade trafegando por seus ruídos e pela música apresentada por artistas de rua.
“Paisagem Musical nas ruas do centro de São Paulo” é um documentário que aborda a experiência sonora da cidade trafegando por seus ruídos e pela música apresentada por artistas de rua.
O povo indígena Manoki vive no noroeste de Mato Grosso e uma de suas atividades produtivas é a venda de pequi na estrada que passa por sua terra. Durante uma oficina de vídeo, jovens decidem mostrar para o mundo de fora um pouco de suas aldeias e do processo de coleta e venda desse fruto. Instigados pela possibilidade de filmarem e serem os próprios protagonistas, eles saem à procura dos velhos numa tentativa de descobrir se existe algum mito sobre o pequi. A elaboração desse filme foi um processo inteiramente compartilhado entre realizadores indígenas e não-indígena: desde a concepção e filmagem, até a edição e finalização. Todas as imagens do filme foram realizadas pelos próprios cinegrafistas manoki.
A Pedra Balanceou explora as trocas entre a brincadeira de rua do Nego Fugido e as provocações de agitprop - agitação e propaganda - do teatro de grupo paulistano. Deslocado de seu tradicional percurso em Acupe, no recôncavo baiano, o Nego Fugido que acontece pelas ruas de São Paulo revela uma violenta força estética que vai ao encontro da militância dos grupos teatrais nos movimentos sociais da atualidade. Pelos rastros das saias de folhas de bananeiras trazidas à metrópole irrompem utopias, lutas e tensões.
Debruçado sobre nove anos de pesquisa etnográfica, o filme compõe um ensaio audiovisual sobre a experiência das festas de música eletrônica no Brasil – as raves – e sua celebração de uma “tribo” que atravessa fronteiras nacionais. Realizado durante o festival Universo Paralello, que tomou lugar na paradisíaca Ilha D Ajuda (BA) para o réveillon de 2010, trata das interações entre os ravers e os indígenas que foram especialmente convidados para o evento. Através da justaposição de espetáculo e ritual, a festa tecnológica revela utopias, esperanças e tensões.
Este DVD é constituído por três partes distintas. Na primeira, apresentamos a história e as finalidades do SESC. A segunda aborda, especificamente, o Trabalho Social com Idosos, programa pioneiro no Brasil. A terceira parte relata o Encontro Internacional de Gerontologia, evento produzido pelo SESC SP, em parceira com a Universidade de Barcelona, no período de 09 a 12 de novembro de 2004. Com mais esta edição, o SESC São Paulo reafirma sua preocupação com o registro e a difusão de experiências de importância sociocultural em suas diversas áreas de atuação.
Histórias de preconceito, abandono e superação, contadas pelos moradores de Santo Ângelo, uma cidade erguida para o tratamento de hansenianos. O testemunho humano revela as marcas do tempo em que a internação era compulsória. Condenados ao isolamento, encontraram no amor e na revolução, na música e no cinema as principais armas para enfrentar seus dramas pessoais.
“A santa de casa e o povo de santo” é um documentário etnográfico observacional sobre a devoção a Maria Bueno no meio umbandista da região de Curitiba, onde toma parte nos rituais de diferentes formas: sendo incorporada por uma médium numa sessão de “mesa branca”, “dando consultas” na linha de Egun, tendo bênçãos realizadas em seu nome, além de sua imagem ter destaque nos congás (altares) e no quarto das almas. No dia de Finados, em sua capela no Cemitério Municipal de Curitiba-PR, onde é cultuada como santa não-canônica, pais e mães de santo misturam-se aos devotos católicos para agradecer por seu auxílio espiritual.
“Iê: Capoeira em Curitiba” é um documentário etnográfico observacional que aborda a diversidade da capoeira na capital paranaense, através do registro de práticas, praticantes e espaços diferenciados. Baseado em pesquisas desenvolvidas desde 2009 (que anteriormente resultaram na publicação do livro “Curitiba entra na Roda”), o filme retrata essa arte/ jogo/ luta não somente em momentos públicos de apresentação, mas também a partir das dinâmicas de transmissão do saber. Traz, ainda, de maneira indireta, uma reflexão sobre o contexto das relações raciais – ressaltando a presença de manifestações negras – numa cidade que constrói sua identidade com base na valorização da população branca e de origem europeia. Projeto realizado com apoio do Programa de Apoio e Incentivo à Cultura - Fundação Cultural de Curitiba, com Patrocínio da Caixa.
Todos os anos, adultos procuram os arquivos da Fundação CASA (Centro de Atendimento Socioeducativo ao Adolescente, São Paulo, Brasil) em busca de prontuários referentes ao período em que, quando crianças e/ou adolescentes, passaram por abrigos públicos. O que faz com que esses adultos queiram recuperar os fios de suas vidas? Entre 2009 e 2013, foram analisados mais de 50 prontuários e realizadas entrevistas com alguns homens que estiveram, entre 1947 e 1974, no Instituto Agrícola de Menores de Batatais (IAMB/ SP). Registros; verdades (?); o direito à memória biográfica; histórias de "famílias abandonadas"; relatos de trabalhos e cuidados; laços atuais entre "ex-menores"; um diálogo entre fotos antigas e uma visita às atuais ruínas do IAMB, guiada por um dos entrevistados, compõem este documentário.
Tabuluja (Acordem)
Shambuyi Wetu, artista da República Democrática do Congo refugiado em São Paulo, constroi com suas performances narrativas sobre a experiência da diáspora e a situação do homme noir no mundo. O filme Tabuluja é uma criação colaborativa do artista com os antropólogos Rose Satiko Hikiji e Jasper Chalcraft, e integra a coleção Afro-Sampas, série de filmes sobre a experiência de músicos, dançarinos e artistas africanos residentes em São Paulo, desenvolvidos no projeto "Ser/Tornar-se africano no Brasil: Fazer musical e patrimônio cultural africano em São Paulo".